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Gestão e finanças

Quanto custa a administração de um condomínio?

Quanto custa administrar um condomínio: o que faz variar o preço, valores indicativos por fração e os custos extra a perguntar antes de assinar.

· 4 min de leitura · Condgest

Não existe um preço tabelado para a administração de um condomínio. O valor depende sobretudo do número de frações, dos equipamentos do edifício e dos serviços incluídos. Como referência indicativa, valores publicados em 2026 por empresas do setor e por plataformas de orçamentos para a zona de Lisboa situam-se, na maioria, entre cerca de 5 € e 15 € por fração por mês, muitas vezes acrescidos de IVA e com um valor mínimo mensal por edifício. Há fontes que apontam valores mais altos. Mais útil do que o número isolado é saber o que está incluído, e é isso que este artigo ajuda a comparar.

O que faz variar o preço

Número de frações

Parte do trabalho de administração é fixo, tenha o prédio 6 ou 60 frações: preparar a assembleia, elaborar o orçamento, prestar contas, gerir o seguro. Por isso, os edifícios pequenos pagam normalmente mais por fração, e muitas empresas aplicam um valor mínimo mensal. Nos edifícios grandes, o custo por fração tende a descer.

Equipamentos e complexidade técnica

Cada equipamento acrescenta contratos, inspeções e ocorrências para acompanhar:

  • elevadores, com contrato de manutenção e inspeções periódicas;
  • garagem, portões automáticos, ventilação e deteção de incêndio;
  • piscinas, jardins ou outros espaços comuns com manutenção própria;
  • sistemas de bombagem, grupos hidropressores ou equipamentos de climatização.

Tipo de edifício

Um edifício de uso misto, com comércio ou serviços no rés-do-chão, costuma ter regras de repartição de despesas mais complexas e mais interlocutores. Um edifício empresarial pode ter exigências próprias de faturação e de reporte.

Assembleias e presença

Pergunte quantas assembleias estão incluídas por ano. A assembleia ordinária é obrigatória (art. 1431.º do Código Civil), mas as extraordinárias são frequentemente cobradas à parte, sobretudo se forem fora do horário de expediente.

Serviços incluídos ou cobrados como extra

É aqui que duas propostas com o mesmo preço por fração podem ser muito diferentes.

Modelos de cobrança mais comuns

Modelo Como funciona A ter em conta
Por fração/mês Valor unitário multiplicado pelo número de frações Confirmar se há mínimo mensal e se garagens ou arrecadações contam como frações
Avença mensal Valor fixo para o edifício Mais previsível; confirmar o que fica fora da avença
Base + extras Honorário base e tabela de serviços adicionais Pedir a tabela completa por escrito

Em qualquer modelo, os honorários do administrador são aprovados pela assembleia, que é também quem o elege (art. 1435.º do Código Civil). Os honorários fazem parte das despesas comuns e entram no orçamento anual.

O que comparar entre propostas

Um preço baixo pode esconder um serviço mínimo. Compare as propostas lado a lado com estas perguntas:

Tema Pergunta a fazer
Gestão financeira Como e com que frequência são apresentadas as contas? Os condóminos têm acesso online?
Cobrança O que acontece quando um condómino deixa de pagar? A cobrança judicial está incluída?
Manutenção Há plano de manutenção preventiva ou só se reage a avarias?
Fornecedores Quem seleciona e supervisiona os fornecedores? Os contratos são renegociados?
Obras Como é feito o acompanhamento de obras extraordinárias e quanto custa?
Seguros e sinistros Quem participa e acompanha os sinistros junto da seguradora?
Comunicação Por que canais os condóminos contactam a administração?
Contrato Qual a duração, a renovação e o aviso prévio para terminar?

Recorde que a lei já impõe ao administrador um conjunto de funções, como elaborar o orçamento, cobrar as receitas, prestar contas à assembleia e, para obras de conservação extraordinária ou que constituam inovação, apresentar pelo menos três orçamentos de proveniências diferentes (art. 1436.º do Código Civil). Estas funções não devem aparecer numa proposta como extras. Para uma visão mais completa, veja o que faz realmente um administrador de condomínio.

Custos escondidos a perguntar

Antes de aceitar uma proposta, peça por escrito a resposta a estes pontos:

  • Assembleias extraordinárias: quantas estão incluídas e quanto custa cada uma a mais.
  • Correspondência: as convocatórias por carta registada têm custo. Quem o suporta?
  • Declaração de encargos na venda de uma fração: o administrador tem de a emitir no prazo máximo de 10 dias (art. 1424.º-A do Código Civil). Pergunte se é cobrada e a quem.
  • Cobrança de dívidas: custos de cartas, de injunções ou de ações executivas, e honorários de advogado ou solicitador.
  • Acompanhamento de obras: se é cobrado à parte e como é calculado.
  • Gestão de sinistros: se está incluída ou é faturada por processo.
  • Deslocações, cópias e arquivo.
  • IVA: se o preço apresentado já o inclui.
  • Atualização anual: como e quando o preço é atualizado.

Barato pode sair caro

Os honorários de administração são apenas uma das parcelas do orçamento do condomínio, ao lado da manutenção, dos seguros e da energia. Uma administração que negocia bem os contratos, planeia a manutenção e cobra a tempo as quotas em atraso pode poupar ao condomínio mais do que a diferença de honorários. No artigo sobre como reduzir custos de manutenção no condomínio mostramos onde estão essas poupanças.

Se está a comparar propostas porque quer trocar de empresa, veja também como mudar de administração de condomínio.

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A Condgest faz a gestão financeira, técnica e administrativa de edifícios residenciais, empresariais e de uso misto em Lisboa, Cascais e Montijo, com relatórios financeiros claros e portal do condómino. Consulte a página de preços ou peça uma proposta para o seu edifício.

Este artigo tem caráter informativo e não dispensa aconselhamento jurídico para o caso concreto.

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