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Gestão e finanças

Orçamento do condomínio: como se faz, passo a passo

Como fazer o orçamento do condomínio em cinco passos: despesas fixas, manutenção, imprevistos e quotas. Um método simples para levar à assembleia.

· 3 min de leitura · Condgest

Para fazer o orçamento do condomínio, parta das despesas do último ano, separe as fixas das variáveis, junte a manutenção planeada e uma margem para imprevistos, e divida o total pelas frações. O resultado é o que cada condómino paga por mês. Um orçamento bem feito evita quotas extraordinárias a meio do ano.

1. Comece pelo que foi gasto

Peça as contas do ano anterior, rubrica a rubrica: limpeza, eletricidade das zonas comuns, elevador, seguro, administração, manutenção, água. É o melhor ponto de partida, porque são gastos reais e não estimativas.

Se não houver contas organizadas por rubrica, comece por aí. Sem esse histórico, qualquer orçamento é um palpite. Veja como se confere esse histórico em como ler as contas do condomínio.

2. Separe despesas fixas e variáveis

  • Fixas: repetem-se todos os meses com valor conhecido. Seguro, contrato de elevador, limpeza, administração.
  • Variáveis: mudam com o consumo ou com a época. Eletricidade, água, pequenas reparações.

Nas fixas, confirme se os contratos têm atualização anual e de quanto. Nas variáveis, use a média dos últimos dois ou três anos, não o ano mais barato.

3. Inclua a manutenção planeada

Aqui está a diferença entre um orçamento que aguenta o ano e um que falha em março. Junte ao orçamento as intervenções que já sabe que vêm aí: revisão do elevador, limpeza de caleiras, pintura de uma zona, revisão dos extintores. Há uma lista por época em checklist anual para um edifício bem cuidado.

Pedir preços antes da assembleia ajuda. Um valor com proposta por trás convence mais do que um valor estimado.

4. Deixe margem para imprevistos

Uma avaria no portão ou na bomba de água acontece. Se o orçamento não tem folga, paga-se com uma quota extraordinária, que ninguém gosta de receber.

Não confunda esta margem com o fundo comum de reserva. A margem cobre os pequenos imprevistos do dia a dia. O fundo serve para obras de conservação do edifício, numa conta própria. Explicamos a diferença em fundo comum de reserva.

5. Divida pelas frações e leve à assembleia

Com o total fechado, divide-se pelas frações segundo a permilagem definida no título constitutivo, ou segundo o critério que o condomínio já usa para cada despesa. Alguns gastos, como o elevador, podem ter regras próprias.

Leve à assembleia o orçamento com as rubricas à vista e a comparação com o ano anterior. Quem vê de onde vem cada valor discute menos e aprova mais depressa. Para preparar a reunião, leia o guia da assembleia de condóminos.

Como a Condgest prepara o orçamento

Na Condgest, o orçamento de cada prédio parte das contas reais e do plano anual de manutenção, com as rubricas separadas e a comparação com o ano anterior. Depois de aprovado, acompanhamos o realizado face ao orçamento e cada condómino consulta a sua conta-corrente no portal do condómino. Veja o que inclui a gestão financeira e cobranças. Saiba mais sobre a nossa administração de condomínios em Lisboa.

Se o orçamento do seu prédio falha todos os anos, peça uma proposta.

Este artigo tem caráter informativo e não dispensa aconselhamento jurídico para o caso concreto.

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